Clube Caiubi e o Show Histórico do Qual Você Nunca Ouviu Falar

No começo haviam uns poucos compositores que se reuniam em uma mesa de boteco ali no entorno da PUC, nas Perdizes. Depois chegaram outros, de outras partes da cidade, de outros microcenários autorais. Depois baixaram por ali grandes mentores, Tavito, Zé Rodrix, encantados com o frescor e a originalidade daquele movimento. Depois, bom, depois o garçom trouxe a conta e cada um foi pro seu lado. Em 2005, em seu auge criativo, o Clube Caiubi, sob a astuta batuta do mestre Zé Rodrix, encarou uma temporada de quatro quintas-feiras no antigo teatro do antigo hotel Crowne Plaza, ali na rua Frei Caneca, a uns poucos metros da Avenida Paulista. As canções, testadas nas Segundas Autorais, ganharam uma roupagem mais sofisticada que o tradicional voz e violão do velho boteco e desfilaram finamente por aquele palco naquele início de ano. E agora, comemorando o aniversário de 10 anos da passagem do maestro Zé Rodrix, trazemos para você a íntegra do show. Clique, confira, curta e compartilhe.

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Sobre as canções do show

01 Zé Rodrix – As Canções (Zé Rodrix) 

Esta música foi citada por Zé Rodrix como uma  espécie de retomada, um emblemático retorno depois de anos se dedicando exclusivamente  à publicidade. Ele havia se afastado do meio musical tradicional depois da morte de Elis Regina no começo dos anos 80.

02 Os Tropeçalistas – Eu e Mr Hyde (Rica Soares) 

Cancão do repertório dOs Tropeçalistas, grupo que reunia quatro compositores queridinhos das noitadas autorais: Vlado Lima, Sonekka, Ricardo Moreira e Rica Soares, al;em do próprio Zé Rodrix nos teclados, Lucio Manosso nas guitarras e, neste show, Namdo Lee no contrabaixo. Rica Soares, ganhador do famigerado Festival da Globo 2000, com a canção Tudo Bem, Meu Bem, que também fazia parte do repertório dos Tropeças.

03 Lis Rodrigues – Remédio Inútil (Sonekka / Zé Edu / Osmar Reyex) 

Canção iniciada em 1973 por Osmar Reyex, e finalizada quase 30 anos depois com os auxílios de Sonekka e do letrista Zé Edu Camargo. Foi gravada por Sonekka em seu segundo álbum, Agridoce, com participação de Zé Rodrix nos teclados. Lis Rodrigues hoje é DJ e mora em Portugal.

04 Lis Rodrigues – Boleiros (Vlado Lima) 

Canção de Vlado Lima, uma ode às peladas jogadas pelo autor na Vila Maria dos anos 70. Anos depois a canção conquistou o segundo lugar no tradicional Festival da Canção Avareense, o FAMPOP, defendida pela cantora Renata Pizi.

05 Tito Pinheiro e Lis Rodrigues – Cidade Além (Tito Pinheiro) 

Um dos muito hits locais do compositor Tito Pinheiro.

06 Tito Pinheiro – Sereno (Tito Pinheiro) 

Outra favorita da lavra de Tito, esta foi gravada também pela cantora Virgínia Rosa.

07 Tito Pinheiro – Seis Da Tarde (Tito Pinheiro) 

Mais um “clássico” de Tito Pinheiro e uma das mais executadas no palco das Segundas Autorais.

08 Max Gonzaga – Classe Média (Max Gonzaga) 

A canção que virou um fenômeno viral nos tempos pré-Youtube, quando os vídeos eram anexados e compartilhados por email. Segue atualíssima e uma das favoritas para compartilhamentos engajados nas redes sociais. Aqui, como na famosa apresentação do Festival da Cultura, Zé Rodrix ao piano.

09 Affonso Moraes – Cais Do Porto (Affonso Moraes) 

Affonso, aqui no alto de seus 70 anos, compôs esta canção exclusivamente para este show. Pouco tempo depois o cantor e compositor lanço o belíssimo álbum de estreia “Já Era Hora”.

10 Alvaro Cueva – Canabi Emotiva (Álvaro Cueva) 

Linda  canção, faixa-título do álbum de estreia de Álvaro Cueva, aqui em interpretação visceral com os acompanhamentos de Alê Cueva ao violão e Zé Rodrix ao piano.

11 Alexandre Cueva e Álvaro Cueva – Valsa sem Par (Alexandre Cueva / Álvaro Cueva) 

Bela parceria dos irmãos Alê e Álvaro Cueva, cantada pelo duo.

12 Fernando Cavallieri – Samba De Uma Noite Só (Fernando Cavalleri) 

Samba de Fernando Cavallieri que faz brincadeira com a métrica (e com o nome) do clássico da Bossa Nova “Samba de Uma Nota Só”. Premiada em uma edição do FAMPOP, foi regravada por Juca Novaes em seu disco “Canções de Primeira”.

13 Fernando Cavallieri e Sonekka – La Sylvia (Fernando Cavallieri / Sonekka) 

Parceria de Cavallieri e Sonekka onde este musicou letra daquele. A dupla repete aqui o dueto gravado no disco ao viv “Fernando Cavallieri In Alpha”.

14 Os Tropeçalistas – Cisco No Olho (Sonekka / Lis Rodrigues / Rica Soares) 

Baseada em ideia da cantora Lis Rodigues, com letra de Rica Soares e melodia de Sonekka, é possivelmente a canção caiubista com maior número de gravações, com versões de João Pinheiro, Lucia Helena Correa, Sonekka, Rica Soares, Fernando Cavallieri, Lis Rodrigues e um dueto nunca lançado de Sonekka e Barbara Rodrix, além da original com Os Tropeçalistas.

15 Zé Rodrix – Nunca Senti Tanto Medo De Ser Feliz (Zé Rodrix / Sonekka)

Canção politizada com música de Sonekka sobre letra de Zé Rodrix, onde este exprimia a desilusão com os rumos políticos do país naquele começo de século.

16 Os Tropeçalistas – Eu Odeio Caetano Veloso (Vlado Lima) 

O “hino nacional do Caiubi” nasceu de uma brincadeira onde Vlado Lima questionava os fãs de “MPB Classics” sobre os rumos artísticos daqueles medalhões. A brincadeira virou um rap-mpb com letra de forte conteúdo poético e um refrão pra lá de controverso.

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