Discos que ouvi, com Henrique Rosa

por Ricardo Soares.

Lembro da primeira vez que ouvi Henrique Rosa numa playlist do antigo site do Clube Caiubi, uns duzentos anos atrás. A canção se chamava Bhagavad-Gita e eu ouvi, depois ouvi de novo, depois de novo e de novo. Um tipo de arte que te faz ficar feliz pelo destino ter colocado no teu caminho, e intrigado por achar que arte assim deveria percorrer caminho mais fácil até o público – mas isso já é assunto pra um outro post. Neste episódio conversamos com o bardo paulista sobre discos, discos e mais discos.

Clube Caiubi – Como vai a vida?

Henrique Rosa – Fiz algumas apresentações com minha banda (meu bando) em lugares como Sesc Bauru, Fnac Ribeirão e outros espaços autorais.
Lancei também, em formato digital, uma coletânea com meus dois CDs, Velho de Saia e Pedaço de Assovio. Chama-se Fora da Gravidade da Lei.

Clube Caiubi – Que álbum ou single você ouviu ou anda ouvindo ultimamente? 

Henrique Rosa – Os CDs Cisma, de Sonekka, e O Pleonasmo Redundante de Rica Soares, compositores que admiro muito e com que sinto grande identificação.


Clube Caiubi – Qual foi o primeiro disco que você comprou? 

Henrique Rosa – Sonho 70, do Egberto Gismonti. Comprei num sebo (a preço de cigarro) quando tinha 16 anos. É o segundo do Egberto. Um disco que ainda me comove e tem grande valor afetivo pra mim.


Clube Caiubi – Se você tivesse que fugir e pudesse levar apenas um álbum, que disco seria este?

Henrique Rosa – Exile On Main Street, dos Stones.
Ou melhor: Sampa Midnight do Itamar.
Putz…acho que não ia conseguir fugir.

Clube Caiubi – Cite um disco muito bom pouco conhecido, que as pessoas deveriam ouvir mais.

Henrique Rosa – O Direito ao Avesso, de Edu Viola. Um disco intenso de músicas surpreendentes.