Fernando Jonavo e o novo folk brasuca – Entrevista e Playlist

por Rica Soares

O cantor, compositor, produtor, multi-instrumentista, Fernando Jonavo deu uma rápida entrevista por email pra gente, falando sobre os muitos projetos que vêm rolando em sua vida e, de quebra, criou uma playlist exclusiva para os leitores deste portal, com os destaques do novo folk brasileiro. Fala aí, Jonavo!

Você é sempre esse cara trabalhador, cheio de novidades e lançamentos. Quais as novidades aí no planeta Jonavo neste momento?

R: Eu estou muito feliz em estar trabalhando meu novo disco nesse momento. o Casulo é um álbum que demorou quase 3 anos pra ficar pronto e agora a sensação de mostrar pra todo mundo e colher as emoções das pessoas é a grande novidade. Mas “Slackline in Love” é a faixa que estamos trabalhando no momento, com participação da minha irmã Mogena.

Quais suas influências? Como a música entrou em sua vida e em que momento você abraçou ela com força?

Sou filho de artistas plásticos. Sempre houve uma cobrança em casa pra que seguíssemos carreira artística. Acho que meus pais pensam que a vida sem fazer arte é um desperdício.
Eu queria ser ator, mais precisamente comediante desde pequeno. Mas aos 13 anos de idade conheci a Cássia Eller e decidi que meu teatro seria com a música. Estou com 29 agora.

E a coisa de criar sua própria obra, em que momento você resolveu partir pro autoral?

Eu acho a profissão de compositor a mais bela do mundo. Eu persegui essa coisa de escrever minhas coisas desde cedo. Tentar imprimir a minha personalidade e as minhas vivências na música é o que mais me fascina.

Você vem de Campo Grande – MS, que foi sua formação musical, para a São Paulo dos concretos e dos milhões de gentes. Compare os dois cenários pra gente.

Engraçado é que em Campo Grande eu queria ser de fora. Passei muito tempo tentando soar como alguém de fora, e só quando cheguei em São Paulo com as milhões de gentes é que eu precisei ser e soar do meu lugar. Esse êxodo foi e é muito importante.
O duro é que em Campo Grande o artista tem uma limitação no cenário musical. É muito mais difícil transitar por lá e fazer as coisas acontecerem.

Existe um forte cenário folk no Brasil hoje, com o estilo atraindo mesmo nomes consagrados no mercado, mas a grande força vem de um pessoal mais jovem. Você que está aí desde o início desta nova onda folk, conta um pouco como isso surgiu.

Na minha vida surgiu nessa fase do êxodo, quando me identifiquei com o gênero e fui procurar a minha turma. Tenho orgulho de ter convencido um monte de gente a participar disso comigo. Uma puta de uma ralação.
Agora se a pergunta for sobre o que mudou tudo, foi através do documentário Folk+Brasil acompanhado do evento que produzimos em 2013. Acho que prestei ali um serviço pra música e tenho um puta orgulho disso.

E o Folk Na Kombi, como vai?
Ainda sobre a crescente cena de Folk, com o Folk na Kombi, mais precisamente ao lado do Bezão e do Felipe a gente levou o recado. Muita gente descobriu o folk com a gente e é um projeto maravilhoso.

Você também é produtor fonográfico, tem esse bonito trabalho junto da banda Corcel. Como é essa outra rotina, que outras habilidades requer essa função?
Na área da produção fonográfica eu atuo mais como diretor artistico. Por ser um entusiasta pesquisador do folk consegui fazer um trabalho lindo com a Corcel, que hoje faz parte do meu escritório, a Barulho Zen Artística. Lá a gente cuida pros andarem num bom caminho.

E o que podemos esperar do futuro, em termos de projetos?

Ainda há muito o que percorrer, muitos shows e divulgações a fazer. Pé no chão e ousadia, se é que isso é possível. Heheheh

Pra terminar este nosso papo com bastante som, quero pedir pra você fazer uma playlist especial do cenário folk brasileiro neste começo de 2018 pra gente.

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