Marta Amaral, a mãe dos boêmios do Caiubi

Martinha, para quem frequentou o Clube Caiubi da Rua Caiubi 420 em meados dos anos zero deste século, era a anfitriã querida, fã e amiga dos artistas, cozinheira do famoso chili (que virou hóstia em letra de canção do sambista Affonso Moraes) e a artista plástica criadora do famoso quadro da bananeira, que serviu de cenário para tantas e tantas canções. Neste post ela lembra daquelas noites loucas e reparte com a gente histórias e canções.


O Caiubi 420 era um bar cheio de artistas e cheio de histórias. Lembra pra gente alguma história engraçada pra gente.

N°1 – trabalhamos a luz de velas um dia por terem cortado a luz, a cerveja obviamente não gelou, mas isso era uma reclamação quase sempre. Teve uma vez que a obra no vizinho deixou nossa caixa sem água.
N°2 – nosso cardápio era pequeno, pois a música era o principal, mas sempre alguém novo no pedaço pedia o que não tínhamos e ficava indignado.
N°3- eu saia da cozinha enlouquecida querendo dançar ou cantar junto quando ouvia alguma determinada música, cheguei a queimar o caldo.

😂

N°4 – (engraçado não, mas uma saudade) tietei Zé Rodrix, chegamos ao Caiubi no mesmo dia, algumas vezes fiquei brava com ele por interferir nas minhas receitas, hoje agradeço e sigo fielmente suas dicas. Uma noite dessas naquela cozinha perguntei a ele o que seria a Casa No Campo, e ele me disse, “procure dentro de você, é onde ela está”

E, claro, havia aquele monte de canções, algumas tocadas apenas uma vez, outras, 500 vezes. Quais ficaram mais na sua lembrança?

Difícil dizer qual canção me marcou mais, foram muitas que até hoje canto aqui sozinha. Mas posso dizer que a primeira foi impactante, O Sambista Mais Famoso Do Delta Do Mississipi. Ouvi essa música lamentavelmente pouquíssimas vezes depois. Obvivamente o hit era Eu Odeio Caetano… adoroooo. La Sylvia, Bosconeana, Macumba Light, todas do Tito (Pinheiro). E tantas outras. Agora vou dizer, Eu e Mr Hyde sou eu descrita nela.

Bosconeana – de e com Álvaro Cueva, do álbum Clube Caiubi Ao Vivo no Cachuera
😃

E, como diria o compositor famoso, tudo passa, tudo sempre passará. Qual a moral da história? Valeu a pena tudo aquilo?

Eu não tinha um puto, mas curtia tudo aquilo, conheci gente linda do palco e da platéia. Da muita saudade de tudo.

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