Meia Dúzia de 3 ou 4: As histórias por trás de cada canção do novo álbum “81 Anos de Tom Zé”

Convidamos a galera do Meia Dúzia de 3 ou 4 pra contar pra gente como rolou cada canção do excelente “81 Anos de Tom Zé”, quinto álbum do grupo paulistano e uma deliciosa viagem conceitual pelo universo do homenageado. Depois de curtir, aí embaixo, as faixas e histórias, vale a pena conferir mais deles no site oficial http://www.meiaduziade3ou4.com. Lá dá pra baixar a discografia completa do grupo, na faixa.

1. Obra de Ficção (Marcos Mesquita e Thiago Melo)

Trata-se de uma vinheta, que inicia o disco numa espécie de “auto-salvo-conduto” para as demais músicas de “81 Anos de Tom Zé”. Elas citam nomes, pessoas, fatos e situações da vida do músico baiano (assim como sonoridades de sua obra), porém sempre dentro da nossa percepção sobre histórias e fatos contados pelo próprio artista. A base desta música é um plágio torto de “Mã”, faixa do álbum “Estudando o Samba”.

2. Deixe disso, Toinho! (Sergio Wontroba e Thiago Melo)

Todo mundo que lida com música já ouviu algo como “por que você não… toca na rádio, faz música mais comercial, escreve pagode, faz engenharia, etc”, então imaginei gente próxima buzinando na orelha do Tom Zé em cada fase de sua vida. Tava pronto o refrão. Daí foi só botar métrica e achar as rimas pro resto da microbiografia. O Thiago arrematou ao começar cada estrofe com uma frase do Hino Nacional.

3. O Amor é Novo-Menino (Luísa Toller)

Na época em que decidimos compor músicas para homenagear os 81 anos do Tom Zé, a Regina Machado tinha acabado de lançar um disco com canções dele. Uma das versões que mais me pegou foi a de O Amor é Velho-Menina. Daí surgiu a minha composição, como uma resposta ao fato de que mesmo o amor sendo um sentimento ancestral, ele segue se renovando e aparecendo das mais diversas maneiras.

4. Sopapo no Cognitivo (Daniel Carezzato e Guilheme Freire)

Surgiu de uma expressão frequentemente utilizada por Tom Zé e foi feita a partir de um fluxo ideias e livres associações. Um improviso sobre um único acorde.

5. Neusa (Luísa Toller e Thiago Melo)

Esse samba surgiu como uma crônica-tragicometroplitana sobre aqueles que tem suas histórias de vida adiadas por motivos alheios à sua vontade. Embora leve o nome da esposa de Tom Zé, a letra nasceu dentro de um vagão do metrô, na volta da manifestação do dia da votação da farsa do impedimento da presidenta eleita Dilma Roussef. O verso “Cê aguard/ A promo/ São tantos anos de serviço/ Me rói o cora/ São ossos do ofício” é quase uma profecia.

6. O Frentista de Irará (Luísa Toller, Marcos Mesquita e Thiago Melo)

Tom Zé sempre conta que se não fosse por David Byrne, que relançou o esquecido “Estudando o Samba” para o mundo, teria voltado para Irará (Bahia) para ser frentista. Esta canção é uma elucubração de como teria sido sua história se os pais do ex-Talking Heads não tivessem se conhecido.

7. SAMPLA (Domínio Popular)

Na volta de um intervalo para o almoço, nos indagamos à luz de um digestivo: por que não?

8. BR-081 (Thiago Melo)

Embora faça uma música extremamente sofisticada e cosmopolita, com arranjos modernos e anos a frente de qualquer tempo, “Tom Zé é um sertanejo”, como diz sua esposa Neusa. BR-081 é uma rodovia intercontinental que permeia vários estilos e ritmos sobre um único versinho.

9. Complexo de Inferioridade (Daniel Carezzato, Luísa Toller e Thiago Melo)

Foi a primeira composição do disco e nasceu em uma madrugada de pesquisa regada a google e cachaça. Uma mistura de blues com frevo, fala do divisor de águas que foi o primeiro encontro de Tom com o contraponto e de como sentia-se antes e depois do primeiro contato com o violão.

10. Quando Kant Perdeu a Razão (Luísa Toller)

Estava eu viajando a trabalho no interior do Paraná quando vi Tom Zé dando uma entrevista no programa do Amaury Junior. Ele explicava os conceitos de Immanuel Kant sobre razão e juízo e a letra nasceu na mesma hora.

11. São São (Daniel Minchoni)

remix de colagens feito de improviso no slam da Guilhermina, na zl. Junta um teste de mic, repetição, são e som e sampaulo, ecos e cacos da cidade. o resto foram as coisas que vieram no meu pensamento, ali, beira da radial leste. logo, haja ruído. a versão música são sons estridentes incríveis.

12. Jardinzinho (Luísa Toller e Thiago Melo)

A avenida Sumaré é uma das avenidas-artérias que corta a cidade de São Paulo e foi construída em cima de um dos muitos rios que foram cobertos pelo asfalto. Tom Zé mora perto dela e se diz músico e jardineiro. Essa canção foi feita em uma noite de apagão enquanto os autores jogavam truco à luz de velas.

13. Desfribilador (Luísa Toller e Thiago Melo)

Foi inspirada nos Instromzémentos: instrumentos inventados por Tom e outros parceiros, como a orquestra de herz ou hertzé – uma espécie de “sampler pré-sampler” – e o enceroscópio – feito com enceradeiras, aspiradores de pó e liqüidificadores. Utilizamos na música um sample da 5 sinfonia de Beethoven e o fole da sanfona como respirador de hospital.

14. Todo Mundo S2 Você (Luísa Toller e Thiago Melo)

Uma valsinha feita com repetições que viram nomes e trocadilhos bilíngues. Quem leu tudo vai entender.

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